COMO VAI A SAÚDE EM JACAREPAGUÁ
CONSELHO POPULAR DE SAÚDE DE JACAREPAGUÁ
CPS/JPA
A situação da saúde em Jacarepaguá exige a mesma atenção dos seus pacientes.
Até uns vinte anos atrás, reclamávamos daqueles velhos hospitais caindo aos pedaços. Mas a chegada de Sérgio Cabral ao governo trouxe um pouco de modernização. Podemos e devemos exigir das UPAs mas elas representam um alívio na hora do desespero.
No entanto, elas não bastam. A estrutura de saúde da nossa Jacarepaguá continua insuficiente.
Com a devida consideração, precisamos aplaudir a iniciativa de Eduardo Paes, que nós trouxe as Clínicas da Família. Maravilha! Hoje temos várias em vários recantos da região. Mas ainda não basta. Não é verdade?
Há muito por fazer. Tem que continuar ampliando a rede pública de saúde, tem que melhorar a qualidade do serviço prestado e tem que garantir que o serviço seja público e para todos.
Um detalhe que não podemos descuidar é a situação do trabalhador da saúde, desde o médico até ao faxineiro. Por exemplo, ao iniciar o atendimento pela manhã, escalar apenas uma pessoa para fazer a triagem é simplesmente desumano. Observem que rapidinho ela fica exausta. E isso se deve a tensão desse momento. Ou seja, o gestor preciso resolver isso.
Um fator que não podemos descuidar é o crescimento populacional de Jacarepaguá. Até uns trinta anos atrás as encostas, a baixada e as vargens tinham muito pouca ocupação urbana. As vargens, por exemplo, eram chamadas de semi.rural. Esse fator, o crescimento populacional de Jacarepaguá, é um complicador da situação da saúde.
Nem precisamos ir aos órgãos gestores pra saber o tamanho de nossa rede pública de saúde local. Podemos citar sem medo: Hospital Cardoso Fontes, Hospital Curupaiti, Posto Jorge Saldanha no Tanque, Posto Raphael de Paula em Curicica, Posto Cecília Donnangelo na Vargem e Lourenço Jorge, na Barra, Posto de saúde Hamilton Land na CDD e Hospital Santa Maria, de tuberculose. Erramos? Acho que não. Essa é a nossa estrutura antiga de saúde de Jacarepaguá.
Então, pensando bem, quem tinha apenas essa rede abandonada e era obrigado a se virar atrás de atendimento pela cidade a fora, perdendo dias de trabalho, hoje tem a alegria de ir a Clínica da Família mais próxima e agendar um médico.
É um avanço? Claro. Não devemos negar, mas não é o suficiente. E pra melhorar, devemos nos unir, bairro a bairro, criando grupos de saúde ou conselhos e levando nossas reivindicações ao poder público de plantão, seja de que partido for. Nosso suor não tem lado A nem lado B. Somos contribuintes, trabalhadores, profissionais liberais, empreendedores etc, enfim, cidadãos!
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